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Foram das prateleiras mais baixas das livrarias que vieram os bons exemplos. Isso porque foi o segmento infanto-juvenil que impulsionou a venda de livros no Brasil em 2009. Com o lançamento de séries voltadas aos adolescentes, como a saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, um novo público leitor passou a frequentar mais as livrarias. Assim, o setor registrou um crescimento de 9,73% em relação ao ano anterior, segundo relatório da Associação Nacional de Livrarias (ANL). A pesquisa foi feita em 45 redes de livrarias, em 410 lojas em todo o país.
A estudante Kathlen Cristina da Silva, 14 anos, faz parte desse novo público consumidor, mas ressalta que sempre gostou de ler. “Não me considero parte desse grupo de pessoas que descobriu a leitura, porque leio desde pequena e gosto de muitas coisas diferentes”, revela a menina, que atualmente está lendo “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë, clássico publicado em 1847. Fã de Crepúsculo e Harry Potter, ela conta que leu em 2009 os livros “Orgulho e Preconceito”, “Caçador de Pipas” e “Marley & Eu”.
Na opinião do presidente da ANL, Vitor Tavares, a qualidade do livro infantil influenciou a conquista do público. “Eles estão mais lúdicos, dinâmicos e atraem a atenção da criança. A leitura deixou de ser obrigatória e o livro se tornou um objeto de entretenimento também”, avalia. Para ele, a diversidade da produção literária no país e a qualidade dos produtos asseguraram o crescimento. “A produção brasileira não é inferior às internacionais.”
Segundo Tavares, o índice de leitura do brasileiro é de 1,8 livro por ano. Ele concorda que o preço do livro é caro no Brasil, mas afirma que há várias possibilidades para quem quer ler, como as bibliotecas públicas. Ele destaca que a formação de leitores é fundamental para o mercado. “Se houver mais leitores, a produção do mercado editorial aumenta e, por consequência, o preço dos livros diminuirá”, afirma. Para Tavares, o crescimento do mercado se mantém regular há três anos. “Isso é reflexo das políticas públicas de educação”, diz.
Apesar do bom resultado, o crescimento em 2009 não superou a meta de 11,89%, estipulada no início do ano. “Mesmo assim, 9,73% é um ótimo resultado, se considerarmos que o baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).” Segundo ele, a estimativa foi baseada em dados do ano anterior (crescimento de 10,46% de 2007 para 2008).
Fonte: A Notícia
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